Uso de gesso agrícola na recuperação de solos salinizados no semiárido brasileiro
Palavras-chave:
Área degradada, Sódio (Na ), Lixiviação dos sais, CaatingaResumo
A exploração dos recursos naturais tem causado diversos problemas, incluindo a formação de solos salinos. Para continuar utilizando esses solos, técnicas de correção são necessárias. Uma abordagem promissora é a aplicação de gesso agrícola (CaSO4 2H2O), que atua como fonte de cálcio (Ca2+) na recuperação de solos degradados por sais. Assim, esse trabalho objetivou utilizar o gesso na recuperação de solo de uma área semiárida degradados por sais e determinar o número de lavagens necessárias para a lixiviação dos sais. O solo foi coletado no município de Sumé e analisado no Laboratório de Solos do Centro de Desenvolvimento Sustentável do Semiárido (CDSA). Utilizou-se o Delineamento Inteiramente Casualizado (DIC), com cinco aplicações de gesso (0, 2,5, 5, 7,5 e 10 g). Após isso, o solo foi hidratado até a capacidade de campo (CC). Duas lavagens foram realizadas para lixiviar os sais: a primeira com 637 mL (3,5 x CC) e a segunda com 273 mL de água destilada (1,5 x CC). A adição de gesso favoreceu a lixiviação dos sais, com concentrações de Na+ 4,8 vezes maiores na primeira lavagem em comparação com a segunda. A correlação mostrou que o gesso teve uma interação negativa com a lixiviação dos íons de Na+ na segunda lavagem, indicando que a maioria desses íons foi lixiviado na primeira lavagem. Portanto, conclui-se que o CaSO4 2H2O é recomendado para o tratamento de solos salinizados. Os valores de Na+ lixiviado não justificam uma segunda lavagem, além da possibilidade de perda de outros sais, como K+.
Downloads
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Direitos autorais (c) 2025 Rosilvam Ramos Sousa

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
Os autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação. Os autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho em repositório institucional ou como capítulo de livro, desde que citem a Revista. Como o acesso aos artigos da Revista é gratuito, estes não poderão ser utilizados para fins comerciais. Os conteúdos publicados são de inteira e exclusiva responsabilidade de seus autores. No entanto, os editores poderão proceder a ajustes textuais, de adequação às normas da Revista e à ajustes ortográfico e gramatical, visando manter o padrão culto da língua e do periódico. A não observância deste compromisso submeterá o infrator a sanções e penas previstas na Lei de Proteção de Direitos Autorias (Nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998).
.jpg)



