Análise multivariada na caracterização do manejo alimentar de pequenos ruminantes no semiárido baiano
Palavras-chave:
análise de agrupamentos, caatinga, caprinos, nutrição animal, ovinosResumo
A caprinovinocultura apresenta importância socioeconômica e cultural no Nordeste brasileiro, sobretudo para pequenos produtores, tanto pela adaptabilidade desses animais quanto pela geração de renda. Portanto, objetivou-se caracterizar o manejo alimentar de pequenos ruminantes criados em uma microrregião do Oeste baiano. Foram registradas 34 propriedades rurais criadoras de caprinos e ovinos, tendo um rebanho variando de 10 a 100 cabeças. Utilizando-se o método de Ward foram formados três grupos homogêneos de produtores de pequenos ruminantes, baseados na análise de clusters de acordo com as práticas exercidas pelos criadores. Coletou-se dados sobre as espécies forrageiras, sua forma de conservação e suplementação. Observou-se que as forrageiras mais utilizadas no manejo alimentar dos animais são: capim-elefante (Pennisetum purpureum), capim-andropogon (Andropogon gayanus) e palma forrageira (Opuntia ficus-indica e Nopalea cochenillifera). Como principais ingredientes concentrados são utilizados o milho desintegrado com palha e sabugo (MDPS) e a raspa da mandioca. Verificou-se que 99,0% dos caprinovinocultores não realizam a conservação de forragens, sendo a ensilagem o método mais utilizado em relação à fenação. O pasto é composto por espécies nativas da Caatinga, tais como a maniçoba (Manihot pseudoglaziovii), jurema preta (Mimosa tenuiflora) e rama de bezerro (Pityrocarpa moniliformis). Observou-se a utilização de sal comum (NaCl) ao invés da suplementação com o sal mineral completo e a ausência de fornecimento de dietas balanceadas. Conclui-se que, o manejo alimentar de pequenos ruminantes em uma microrregião do semiárido baiano é baseado no pasto nativo da Caatinga, na ausência de suplementação mineral e de conservação de forragens.
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